domingo, 4 de março de 2012

Índia

Um pouco mais sobre a Índia

Agora, com um pouco mais de um ano desta viagem, ainda sinto cheiros, sensações, sentimentos e tantos detalhes que eu poderia ficar por muito e muito tempo pensando, sentindo e escrevendo.
É incrível, mas o que eu sinto é que a Índia entra dentro da gente, e fica lá, quietinha, calma, passando aos poucos suas informações, para que a gente consiga absorver e sentir um pouquinho de cada vez, porque tudo é uma dose tão exagerada e ao mesmo tempo tão sutil que a cada lembrança um novo insight.
Resolvi colocar um pouco mais das fotos para relembrar esses momentos.
Tem também a saudade, a vontade de estar lá novamente, sentindo e absorvendo um pouco mais de tudo isso ...
Olho pra trás e vejo o quanto mudei e continuo mudando. Sei que não é só pela Índia, que mudamos a cada minuto de vida. Mas, acredito realmente que a cada viagem, quando nos distanciamos de tudo aquilo que consideramos “a nossa vida”, um pouco mais de nós se abre a novas experiências e percepções, que ficam marcadas pra sempre. Muito bom! Quebrar paradigmas e apreender e aprender novas formas de ver e sentir a vida!





sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

              A gente se acostuma com tudo na vida?

            Acho polêmico responder a essa pergunta, mas hoje estava pensando em algumas coisas que já me acostumei e já me desacostumei. Palavra interessante essa, desacostumar, olha lá ela no dicionário:

 desacostumar
de.sa.cos.tu.mar
(des+acostumar) vtd 1 Fazer perder um costume; desabituar. vpr 2 Perder o costume. Var: descostumar.

            Perder um costume é muito interessante, porque o costume é um lugar conhecido enquanto que perder “ele”, é um vazio, um local desconhecido e é isso que nos assusta.  Dentro desse conceito, observo o quanto o trabalho do yoga mexe com o nosso inconsciente de maneira sútil e ao mesmo tempo forte. Quando fazemos um ásana (postura) um novo trabalho de respiração, relaxamento, visualização. Enfim, qualquer uma das técnicas de yoga, quebramos um costume anterior e, criamos outro conscientemente, enviando dessa forma ao nosso inconsciente a mensagem de que somos capazes de nos recriarmos a cada momento. Aos poucos, muitos alunos comentam de mudanças naturais e eu mesma vivi e continuo vivendo isso, me sentindo sempre como uma metamorfose ambulante, morrendo e renascendo o tempo todo. Algumas vezes mais leve em outras, mais forte, porém, muito emocionante, para o meu temperamento, pois me sinto viva!
            Fácil, não, em algumas vezes não, como diz um amigo, trabalhoso, sim, muitas vezes dá trabalho mudar algo que já está enraizado, mas também quando superamos é uma grande vitória ver que é capaz de conseguir “mudar!” e se “superar”! Se libertando a cada dia mais de tudo o que não nos faz bem, lembrando que o natural é perfeito, é harmônico, é equilibrado como uma partitura de música. Olhe a natureza, ela segue naturalmente com a sua perfeição, se ajeitando a cada mudança, a cada ciclo e, sabiamente vai seguindo o seu fluxo.

            Quando permito a mudança, vejo que mantenho viva minha criança interior, que logo se desperta e tem algo novo a aprender, a viver!

            E você como andam seus costumes? Sua criança interior? Suas mudanças estão claras, conscientes, ou você faz tudo como de costume?                

quarta-feira, 17 de agosto de 2011


Palestra gratuita dia 03 de Setembro às 17h.
"A ARTE DA FELICIDADE"

com Dada Jinanananda Avadhuta
    Monge da Ananda Marga

Em 1988 realizou sua formação como Acarya e Avadhuta (Monge Tântrico), com o mestre indiano Shrii Shrii Anandamurti, fundador da Ananda Marga, qualificando-se também como professor de Tantra Yoga.

Atuou 11 anos na Ásia, em países como Índia, Indonésia, Tailândia, Filipinas e demais países do Sudeste Asiático. Trabalha no Brasil desde 1999 com desenvolvimento humano e espiritual e na filosofia da libertação individual e social.

Inscrições pelo e-mail: sandhyalessa@gmail.com ou
pelo telefone 8226 0041.

 
Foi Maravilhoso e sou muita grata por isso !!!

Fizemos uma prática inicial, depois o Dada conversou sobre vários assuntos e, no final partilhamos a experiência.

Todos participaram e foi lindo ver a experiência de cada um sendo compartilhada.

Em breve colocarei trexos em vídeo.



 













Namaskar !!!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Meditação de Inauguração do Espaço Sandhya Yoga com Arte

Completando 40 anos de idade e inaugurando o Espaço Sandhya Yoga com Arte, uma grande realização. Um local para receber amigos, fazer novos amigos e compartilhar a prática do Yoga e da Arte.


Acompanhada por pessoas lindas e muito importantes, vendo o sorriso delas em realizar esse sonho comigo!



O carinho dos amigos e da família, não tem preço!











Companheiros de Jornada !!!


Linda Didi Jaya !!!


Essa foi a primeira meditação realizada no espaço, que inicia suas aulas de Hatha Yoga em Agosto de 2011.
 Além disso, também poderemos contar com outros profissionais que queiram compartilhar e aprender conosco tudo que faz bem ao coração!
Sou muito grata à todos que fizeram e fazem parte dessa jornada e, ao universo por essa grande oportunidade de compartilhar esse caminho !
Espero de coração, que todas as nossas atividades sejam realizadas com amor e carinho !
Namaskar !!!

Para receber informações sobre aulas e cursos no espaço enviar e-mail para sandhyalessa@gmail.com

terça-feira, 31 de maio de 2011

Viagem ao Sul da Índia

              Como descrever essa viagem? Somente com o coração.
            Depois de uma semana tumultuada, com muito trabalho e, vários imprevistos familiares, lá estava eu no aeroporto de Cumbica rumo à Índia. Para visitar o Ganges ou o Taj Mahal? Não, não mesmo, o nosso destino era o sul da Índia, um local importante de peregrinação para os Indianos e não muito comum para os estrangeiros. Saber exatamente o que eu estava fazendo ali, não isso eu não tinha certeza, simplesmente era uma viagem que eu jamais imaginava fazer naquele momento da minha vida, mas que havia me caído nas mãos como uma luva e lá estava eu. Estudante de Yoga ha alguns anos tudo me interessava, mas saber exatamente o que poderia me acontecer, a isso já era demais para essa grande oportunidade.
            O grupo tinha um total de dezenove pessoas, eu só conhecia o professor de Yoga que tinha organizado o roteiro da viagem e nos daria o curso durante a viagem, nisso eu me sentia segura, pois sabia da seriedade do seu trabalho, de resto, não tinha tido tempo nem ao menos de verificar o roteiro.
            Depois de quinze horas dentro do avião para Dubai, lá estávamos nós rumo ao nosso destino final e, depois de mais dois vôos chegamos a Chennai a nossa primeira cidade a ser visitada.
            Tínhamos feito reuniões antes da viagem, no qual tanto a agência quanto os responsáveis pelo grupo tinham explicado as diferenças culturais, religiosas e enfim de todos os tipos. Mas é quase que simplesmente impossível não se chocar. De início me senti um ET aterrissando em outro planeta, com pessoas interessantíssimas, mas que eu precisava olhar e olhar e escutar para acreditar que estava ali. Se eu fosse explicar todas as impressões que tive, este texto ficaria muito grande e redundante, porque na Índia tudo é muito grande e redundante, seja a pobreza, o lixo, a humildade, o carinho, o amor, a devoção, a educação, o respeito e principalmente a fé, sem me esquecer do trânsito e do barulho das buzinas.


Que aventura! Pura emoção!



            Então vou seguir direto para o nosso primeiro local visitado, o templo de Ramakrishna (1836-1886), considerado um santo que transmite alegria, leveza e muito amor, juntamente com ele tem a importância de sua esposa, Sarada Devi, que nos transmite a sensação de uma mulher yogue/mãe de todos nós e, acima de tudo um ser devotado a Deus.




            Diferente do que estamos acostumados aqui no Brasil, na Índia a yoga, os deuses hindus, as igrejas católicas, os mulçumanos e mais algumas religiões, se misturam de maneira respeitosa e, todas têm a característica da devoção e do respeito. A arte está presente em cada detalhe religioso e é praticamente impossível dizer sobre um sem falar do outro.
            Tivemos um guia hindu, formado em história e mais um monte de outras coisas, que nos explicava de todas as religiões e crenças com tamanho respeito e admiração, que se tivéssemos mais tempo teríamos aprendido muito mais. Mas vamos seguindo adiante.
            Visitamos templos maravilhosos, que ou são de Shiva, ou de Vishnu e um maravilhoso de Kali no meio de uma região de extrema pobreza. Todos nos causaram assombro, admiração e muitas emoções, pois os indianos são envolventes, em tudo o que fazem e, eu continuava a me perguntar o que eu conseguiria levar dali, para dentro de mim, pois tudo é uma busca interior. E, eu queria compreender, sentir, aprender e poder dizer a mim mesma que tinha voltado ao menos uma pessoa um pouco melhor.



Esses animais são maravilhosos, mas infelizmente sofrem com esse tipo de exibicionismo.


Este foi o templo que achei mais bonito por dentro, a riqueza de detalhes, a beleza, um banho de arte indiana.











Essa cena me comoveu bastante, essa senhora estava tão envolvida na sua devoção, que nada mais importava ao seu redor, somente o ato que a trazia ali.

            Visitamos Auroville, um local onde a universalidade está presente juntamente com a beleza. 

Auroville


Amei essa imagem! Talvez porque para mim a maior representação de Deus é a natureza!

            Subimos a montanha onde Ramana Maharshi encontrou a sua iluminação somente meditando “Quem sou eu”. Neste local tive um momento especial, que foi a lembrança de todos os cursos e pessoas que fizeram parte da minha jornada e que com certeza me ajudaram de alguma forma a estar ali, de coração e apesar da distância, agradeci.


            Visitamos a montanha sagrada de Palani, onde o sábio Boganathar construiu uma imagem com as sete ervas venenosas para se atingir a cura de todos os males. Neste local os indianos sobem a montanha, felizes, com crianças, idosos e todos os tipos de pedidos e curas para o sábio.


            E, por fim, visitamos um guru de Krya yoga que nos mostrou que o mais importante para se começar uma meditação é ter consciência da própria respiração. Também nos ensinou alguns exercícios, mas o mais envolvente eram as suas palavras, a sua maneira cordial e alegre de explicar, a sua satisfação em ver pessoas de um local tão distante, interessadas naquilo que para ele é a essência da vida.




            O grupo foi maravilhosamente bem, as pessoas se tornaram amigas, não tivemos problemas de convivência, conversávamos, tirávamos dúvidas, brincávamos com as diferenças e sempre nos encantávamos com tudo e com todos.
            O meu lugar principal de conversa comigo mesma era o ônibus que nos levava de uma cidade a outra. Ali eu sentava no banco, observava a paisagem, chorava ou tinha vontade de sorrir e, observava todos os meus sentimentos.


             Quanto à pretensão de voltar uma pessoa melhor, isso eu não sei, acho que nos tornamos melhores a cada dia, em qualquer lugar e tudo é um processo contínuo que vai do mais simples ao mais profundo, mas posso dizer com certeza que a Índia entrou em mim, o sorriso das crianças indianas, o carinho no olhar, a devoção, a entrega aos Deuses ou a Deus e, principalmente a devoção a tudo o que se faz. Então eu me pergunto, sou devotada a todas as minhas ações e escolhas? Sou devotada a mim mesma? A quem amo? Ao que considero Deus? O que é ser devota? É sentir? É entregar? É permitir? É talvez encontrar esse ponto interno de presença em tudo o que se é e tudo o que se faz, e o resto é conseqüência. É o resultado, se certo ou errado é o que sabemos fazer, e a mudança também faz parte da vida. Por isso, em resumo a tudo o que escrevi, vou resumir com as palavras que o Prof. Hermógenes responde quando lhe perguntam o que é yoga, é amor a Deus, é o amor, é simplesmente o amor.
            Se vou continuar estudando sobre yoga e espiritualidade, sim, com certeza, mas é com a consciência de despertar em mim o que já sou, somente de lembrar e voltar com amor para o meu lugar sagrado, o eu interior. Essa é a mensagem que mais gostaria de transmitir a todos que estão lendo este relato.


Obs: Este relato foi escrito logo que cheguei, é uma pequeníssima parte dessa viagem, ainda espero compartilhar e escrever mais.  
Obrigada e Namaskar!




segunda-feira, 4 de abril de 2011

Parada Pedagógica da Amurt-Amurtel: Vivência de Yoga com as professoras.

             Foi muito bom estar com essas professoras. Um trabalho lindo, direcionado pela Didi Jaya e feito com muito amor por todas elas.
             Fizemos uma vivência de yoga, com práticas simples, que podem ser aplicadas ao seu dia-a-dia e com as crianças.
Em Guarapiranga, são duas unidades, esta foi na primeira.



 
Uma atitude simples que ensina muito.


 
Aqui, chegamos na segunda unidade.


 Relaxamento.




Um momento de descontração.


Didi Jaya, a responsável pelas cinco creches da Amurt-Amurtel em São Paulo. Um trabalho feito com muito carinho, respeito e cuidado, para conhecer mais acesse http://www.amurtsp.org/blog/